sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O que mais gosto nisto de ter um blogue

Ler os posts antigos, ver o que escrevi e partilhei há precisamente um ano, ou dois, ou três. É mesmo interessante perceber o quanto a minha vida mudou e o quanto eu mudei com ela. Passaram-se mais de três anos desde o primeiro dia, mudei de emprego, de casa, de amigos, de rotinas, de ideias. Mas há algo que não mudou: continuo a gostar muito de escrever, tal como vos disse naquele primeiro dia. E, agora percebo, gosto também muito de ler o que escrevi, coisas que me recordam o que já passou e como reagi perante certas situações. Honestamente, acho que essa é uma das únicas (se não a única) razões que me faz continuar por aqui.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Se eu pudesse escolher um poder

Esta é uma daquelas perguntas que nos fazem em questionários que tomamos como meio parvos, mas dei por mim a pensar nela. Não é algo que me ocorra muitas vezes, até porque não gosto de pensar no que seria se algo (impossível) acontecesse. É como perguntarem-me o que faria se ganhasse o Euromilhões — não jogo, por isso nunca irei ganhar, logo não serve de nada estar a pensar nisso. Mas dei por mim a lembrar-me de um poder que gostava muito de ter: ser invisível. Gostava mesmo de conseguir de vez em quando tornar-me transparente para toda a gente. Poder andar pelas ruas sem ser notada, sem encontrar pessoas que conheço, sem parecer estranho estar apenas a andar sem estar a mexer no telemóvel (é estranho, não é?). Principalmente na cidade, que é onde me sinto mais deslocada. Em Lisboa é difícil dar por mim a andar sozinha sem fazer nada e sem destino sem me sentir um ET. E acho que seria essencialmente aí que usaria este meu poder (que nunca terei). Acho que é também por isso que gosto tanto de viajar, porque sinto sempre uma liberdade muito diferente quando estou no estrangeiro, em grandes cidades onde ninguém me conhece e onde, normalmente, se percebe que não sou de lá. Gosto muito de ser turista, porque acho que se dá aos turistas uma liberdade incrível de serem e fazerem as coisas mais parvas e imprevisíveis. Em Lisboa o simples facto de me pôr a fotografar parece-me estranho. Mas em Paris, Barcelona ou Londres? Nada disso! É ver-me de máquina fotográfica na mão, chapéu na cabeça e olhar perdido pelas ruas e entre as pessoas. Tenho perfeita noção que posso (e devo!) ter esta atitude também em Lisboa ou no Porto ou em Albufeira. Mas, para mim, não é a mesma coisa.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O perigo de não ter nada a perder

Disse Johann Goethe, há mais de um século, que “perigoso é aquele que não tem nada a perder”. E como tinha razão.

É difícil assumir que não se tem nada a perder, egoísta até, mas há alturas em que perdemos tanto que sentimos que não há mais nada que nos possam levar. Ou, pelo menos, deixamos de nos importar com isso. E sim, isso é perigoso. Não ter nada a perder leva-nos a deixar de pensar nas consequências dos nossos actos. Não queremos saber, deixamos de nos preocupar com coisas que até então eram importantes para nós. Queremos lá saber o que pensam as pessoas de nós, do que fazemos, do que queremos. Ou até se vamos magoar alguém com o que estamos a dizer ou a fazer. Diria até que nos leva a deixar de preocupar com nós próprios, provavelmente mais do que devíamos. Mas este sentimento é também incrivelmente libertador. A liberdade de não ter que pensar em cada consequência daquilo que fazemos e dizemos é impagável. Viver com a liberdade de não fazer planos, não dar satisfações a ninguém e não ligar minimamente à opinião dos outros. É incrível, mas sim, Goethe tinha razão, é também potencialmente perigoso. Só que eu, claro, estou-me nas tintas para isso.

domingo, 14 de janeiro de 2018

No meu iPod #139


Always in search of the verse that I haven't spit yet
Will this step just be another misstep

sábado, 13 de janeiro de 2018

A caminho da Meia Maratona

Vou começar por admitir que não tenho a certeza que consiga voltar a correr uma Meia Maratona (apesar de estar inscrita para o fazer já no próximo dia 11 de Março). Corri pela primeira vez os 21,1km há mais de um ano e meio, em Aveiro, e, apesar de ter sido difícil, consegui chegar ao fim sem grandes dificuldades. Mas passaram muitos meses e aconteceu muita coisa. O meu corpo está diferente, deixei de ir ao ginásio em Agosto e há quase 4 meses que não corria. Esperei o tempo certo para poder voltar a fazer exercício depois de tudo o que aconteceu e, na quinta-feira passada, fui correr. Sem objectivos ou quilómetros a cumprir. Queria apenas ver como me sentia e se conseguia correr sequer 1km sem cair para o lado. E consegui! Juro que fiquei surpreendida pela facilidade com que corri 8km sem parar. Fui ao meu ritmo (de lesma) e durante quase 1h corri, sem grandes dores ou vontade de parar. E senti que conseguia correr ainda mais não fosse o facto de estar cheia de fome. Talvez tenha sido só a adrenalina de voltar a correr passado tanto tempo ou este tempo frio que obriga a correr para me aquecer  não sei. Só sei que é para repetir muito em breve, para ver se consigo finalmente correr uma Meia Maratona na minha cidade preferida.