terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

FML

Se por acaso passarem pelo mesmo que eu passei (espero honestamente que não), desejo pelo menos que as pessoas à vossa volta sejam muito mais compreensivas do que as que eu tenho. Que sejam sensíveis e vos apoiem incondicionalmente. Acho que não há nada mais importante que isso, que ter uma rede de apoio muito forte e que está lá para o que der e vier. Para vos ouvir e ajudar sem julgar, para vos dar o que precisam: seja companhia ou espaço. Era mesmo isso que eu precisava agora. Em vez disso, tenho exactamente o contrário: pessoas egoístas, que não estão minimamente preocupadas comigo, apenas com elas próprias. E não há nada de mal com isso, atenção. Já me habituei há muito tempo à falta de altruísmo de quase toda a gente e não me incomoda. Mas então façam-me um favor e fiquem nas suas vidas, não se metam na minha. Se não vão ajudar, também não desajudem.

No meu iPod #141

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Olha, gostei

Isto de, agora, as celebridades se vestirem de preto em todas as galas que acontecem tem tanto de nobre como de potencialmente aborrecido. Mas vá, ao menos é preto e não cor-de-laranja, que isso era coisinha para me fazer tremer um olho.

Gostei muito destes:


Dias entre família e amigos


O fim-de-semana foi muito bom (e quentinho!). No Sábado tive que acordar super cedo, porque tive gente lá em casa a arranjar coisas — uma casa nova não são só coisas boas, não achem. À tarde fui com os meus pais passear até Setúbal e à noite rumei até à casa da Sofia para jantar com os melhores amigos. Muito amigos sim senhor, mas uns insensíveis do pior! Encontraram um caracol na alface e "ah e tal, vai já para o lixo". Claro que a defensora de animais de serviço (eu) me opus veementemente e lá arranjei uma forma de o salvar das mãos dos assassinos de caracóis. O jantar e a noite foi óptima, como sempre, e claro que ficámos até às 5 da manhã entre parvoíces e jogos de tabuleiro. Prometi que Domingo dormiria até ao meio-dia, na loucura, mas eram 9 da manhã e já estava acordada. Decidi então fazer-me útil e fui, com a Maisie, ajudar a minha mãe a colar umas luzes led na loja. À tarde, a família quase toda rumou até à Costa da Caparica, que eu já estava cheia de saudades da praia e a Maisie também. Rumámos nós e Portugal em peso, que esta gente não pode ver um raio de sol! À noite ainda fomos até uma hamburgaria maravilhosa para um jantar só de miúdas — mãe, irmã e eu. Foi tudo muito giro que foi, mas agora preciso de dormir um dia inteiro só para repor as horas em falta.

Boa semana, pessoas :)


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Jornalismo de estupidez

Ontem fui jantar à casa dos meus pais e por lá vê-se sempre o jornal da noite (ou telejornal ou sei lá o quê). O meu pai vai fazendo zapping pelos três canais principais para fugir aos anúncios e às tantas parou na RTP1 quando estava a ser entrevistado o Salvador Sobral. Ora, eu até nutro algum carinho pelo rapaz, por isso lá me pus a ouvir. Às tantas o jornalista pergunta algo como "Tens um coração diferente: questionas-te se poderás sentir de outra forma?". E pronto, tive que revirar os olhos. Há várias coisas que me enervam neste mundo, mas a maior de todas é bem capaz de ser a estupidez humana. Sim, eu também uso corações para ilustrar o quanto gosto de algo ou de alguém. Mas não sou estúpida o suficiente para achar que sentimos com o coração. Para achar que se fizer um transplante de coração já não vou sentir o mesmo. Que vou deixar de amar os meus pais ou a minha cadela ou praia ou chocolate. É o mesmo que fazer um transplante de rim ou de fígado ou sei lá. O que sentimos não muda, porque pura e simplesmente não sentimos com o coração. Está tudo no cérebro... Por isso, a estúpida pergunta do jornalista só faria sentido se o Salvador tivesse sofrido um transplante de cérebro. O que não aconteceu (até porque creio que ainda não é possível). No entanto, não me parece nada má ideia para certos e determinados jornalistas que só sabem fazer perguntas estúpidas e enervar uma pessoa às nove da noite. É por estas e por outras que não vejo televisão.